Como Funciona a Dieta Paleolítica

Você sabe como funciona a Dieta Paleolítica, ou carinhosamente chamada de Paleo?

Na verdade é muito simples!

Ela é baseada nos alimentos que tínhamos disponíveis na era das cavernas. Mas calma, não precisa sair por aí caçando e comendo carne crua! Nós evoluímos e podemos nos beneficiar das técnicas dietéticas modernas.

O que não vem nos beneficiando com essa evolução é a grande demanda de alimentos industrializados e cereais refinados nos últimos séculos. É só olhar para a imagem abaixo para entender:
Somos naturalmente predadores e coletores e partir disso definimos os alimentos que compõem este estilo de vida. Não existe uma única dieta paleolítica, pois em cada lugar do mundo existe uma determinada fauna e flora, que servem de base da dieta local.

Dieta Paleolítica

Alimentos liberados na Dieta Paleolítica

Antes de ver a lista de alimentos, conheça os benefícios deste tipo de alimentação:

  • redução de excesso de peso corporal;
  • controle dos níveis de glicemia e triglicerídeos;
  • aumento de massa muscular;
  • mais disposição no dia-a-dia;
  • redução da circunferência abdominal;
  • menor risco de doenças;
  • melhor concentração mental;
  • redução drástica do consumo de aditivos artificiais (adoçantes, conservantes, corantes e outras coisas que você nem imagina);
  • bem-estar geral.

Se você não está acima do peso, mantenha as quantidades habituais de alimentos, porém trocando pelas opções abaixo:

Verduras e legumes: todo liberados, pode comer à vontade.

Carnes, aves, peixes, ovos, suíno, frutos do mar e outras carnes de caça: coma à vontade, mas só se estiver com fome, obviamente.

Gorduras: a regra é utilizar apenas azeite de oliva, óleo de coco e banha de porco na preparação dos alimentos. Nenhum outro óleo é natural, pois leva solventes para sua extração (soja, canola, milho, etc).

Oleaginosas: castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, pistache, macadâmia, com exceção do amendoim que é uma leguminosa.

Raízes: cenoura, beterraba, batata doce, batata yakon, batata salsa, inhame, cará, taiá, mandioca (tapioca e farinha de mandioca).

Frutas: são todas liberadas, mas prefira sempre as da época, pois são mais nutritivas! As frutinhas vermelhas e roxas são ótimas fontes de antioxidantes e têm pouco açúcar. Abacate e coco são ótimas opções, por terem baixo índice glicêmico e por serem boas fontes de gordura do bem.

Extras: mel, cacau, açúcar de coco, vinho, água de coco.

Suplementos: eu libero uso de suplementos esportivos para praticantes de atividade física intensa, principalmente whey protein isolado/hidrolisado, proteína hidrolisada de carne, bcaa, glutamina e cafeína.

Como eu disse, não existe uma dieta paleo universal. Algumas linhas “permitem” arroz e laticínios (manteiga, nata, iogurte natural integral e queijos).

Outras liberam o consumo de leguminosas. Na verdade, você pode começar de forma bem radical e depois incluir ou não estes alimentos e perceber o que lhe cai bem ou não.

O ideal é fazer pelo menos quatro semanas da forma mais restrita, anotar os benefícios e analisar se a reintrodução de outros alimentos (como queijos, arroz ou feijões) muda alguma coisa nos seus resultados.

Procure sempre um Nutricionista para te orientar nestas mudanças. Não existe receita de bolo na Nutrição, o que é bom para a maioria pode não ser bom pra você!
Beijos da Nutri!

Fernanda Muller

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